USO DE ESTAÇÕES METEOROLÓGICAS NAS ESCOLAS PARA REDUÇÃO DE RISCOS DE DESASTRES EM MACAÉ-RJ Autor: Joseferson de Jesus Florencio, Mestrando em Defesa e Segurança Civil; Universidade Federal Fluminense - Campus Niterói. josefersonjf@id.uff.br
INTRODUÇÃO
Atuar para desenvolver sistemas de
informações e monitoramento de desastres é uma das premissas das defesas civis
municipais segundo a Lei n. 12.608 de 10 de abril de 2012 (BRASIL, 2012).
O Município de Macaé não possui rede de
telemetria das condições climáticas própria, de acordo com informações
levantadas junto a Defesa Civil Municipal, mas atualmente firmou Convênio com a
Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ para desenvolvimento de aplicações de
automação em telemetria de Estações Meteorológicas instaladas dentro de escolas
municipais e a implementação do Centro de Monitoramento e Operações da Defesa
Civil Municipal (MACAÈ, 2023).
OBJETIVO
Analisar
o uso de estações meteorológicas instaladas em escolas municipais como ação
fundamental para redução de riscos de desastres na cidade de Macaé/RJ.
METODOLOGIA
Para a consecução do
estudo, foram realizadas pesquisas documentais e bibliográficas em fontes
abertas, sobre os seguintes temas: (1)
Planos de
Contingências, (2) Sistemas de Alerta e Mapas de Riscos e (3) Estações meteorológicas, escola e comunidade.
Ampliando análise foi solicitado ao
órgão municipal de Defesa Civil vistas de documentos, ocorrências e mapas para
compreensão dos temas (1) Planos de Contingências de Macaé, (2) Sistemas de Alerta e Mapas
de Riscos de Macaé.
DESENVOLVIMENTO
Neste estudo, foi
observado que a Secretaria Adjunta de Defesa Civil de Macaé celebrou convênio
com a UFRJ para instalação de Estações Meteorológicas em escolas do município.
As escolas escolhidas são adjacentes a áreas de riscos conforme plano de
contingência da cidade para chuvas intensas ou em local estratégico para
monitorar toda extensão do município. Percebeu-se que há intenção de
implementação de Centro de Monitoramento com 31 estações como instrumentos do
Sistema de Alerta do Município.
Foi identificado que os
métodos utilizados pela Defesa Civil local para disparar alertas antecipados
para a população são SMS, site oficial do município, redes sociais da
prefeitura e do órgão de Defesa Civil, com base nos informes recebidos pelos
órgãos como o Instituto Nacional de Meteorologia - INMET, Centro de Previsão de
Tempo e Estudos Climáticos (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE) e
Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de
Desastres Naturais - Cemaden/MCTI.
Os parâmetros para
classificação de eventos adversos, como as precipitações pluviométricas que
indicam os quadros de alerta e alarme para categorizar possíveis eventos significativos
no município de Macaé e definir os protocolos operacionais das responsabilidades,
das atribuições e dos estágios de atuação de Defesa Civil, foram encontradas no
Plano de Contingência do Município (MACAÉ, 2022), onde se identificou também a
descrição das áreas suscetíveis a ocorrências de alagamentos, inundações e
deslizamento no município de Macaé através do mapa de risco local, apresentado maior grau de frequência e
severidade para alagamentos desencadeados de chuvas intensas.
Segundo Silvia Midori
Saito (2018) uns dos eixos para o funcionamento do sistema de alerta, além de monitoramento,
com base científica para previsão das ameaças em tempo hábil para ações de
resposta, é a disseminação e comunicação, que preconiza que os alertas devem
ser entendidos e acessados pelo público-alvo. A escola foi o espaço escolhido
pelo município para abrigar os equipamentos, mas essa ideia pode ser explorada
muito além do espaço físico. Ela ainda acrescenta que emissão de boletins meteorológicos,
dados de estações pluviométricas em tempo real e um sistema de alerta e alarme
eficiente, são insumos básicos para a minimização de desastres inerentes a
fenômenos meteorológicos. Essas
informações são úteis para população e todos os órgãos envolvidos nas ações de
prevenção e resposta às emergências.
Victor Marchezini
(2018) aponta que é necessário fazer a transição do nosso sistema atual de
alerta para um sistema centrado nas pessoas, promovendo o envolvimento de
atores locais na formulação e implementação das estratégias. Já Lucilene de Freitas Baeta et al (2014) acredita
que com
o devido aprofundamento e a difusão dos conhecimentos
técnicos adquiridos pelos alunos os estimulem a tornarem-se multiplicadores do
conhecimento em seus
bairros, permitindo que a população local adquira a percepção de
risco geológico e da
problemática socioambiental em
que estão inseridos
e utilize tais
conhecimentos em prol da
prevenção e gerenciamento dos riscos que atingem a região. Ela ainda defende
que projetos que envolvam os alunos
e, principalmente os
pais, buscando uma
maior concretização do
conhecimento transmitido e possibilitando o engajamento dos pais nos processos
de mobilização das comunidades por meio dos
Núcleos de Defesa Civil.
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
A escola é um espaço marcante na vida do jovem, nela ocorrem vários
tipos de aprendizagens e relacionamentos (ABRAPEE,
1996), é bem necessário instalar e utilizar
estações meteorológicas dentro desse ambiente favorecendo a formação do
espírito comunitário e facilitando a construção de uma consciência voltada para
os interesses coletivos, possibilitando capacitar alunos, professores e comunidade a identicar
e se preparar para monitorar e lidar com os riscos, transformando-os em agentes
multiplicadores da proteção e defesa do cidação no seio escolar, familiar e
comunitário.
REFERÊNCIAS
ABRAPEE. Psicologia Escolar e Educacional./
Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional.- v. 1, n. 1. 1996-
Campinas: ABRAPEE, 1996.
BAETA L.F., Morais N.L.de. 2014. Educar para prevenir: Proteção e Defesa Civil nas escolas por um
currículo escolar vivo. Terra e Didatica, 10(3):336-345. http://www.ige.unicamp.br/terraedidatica/.
BRASIL. Política Nacional
de Proteção e Defesa Civil – PNPDEC. Lei Federal 12608 de 10 de abril de
2012. - DOU - Imprensa Nacional. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12608.htm. Acesso
em 04 de abr. de 2023.
MACAÉ. Cooperação Técnica para implementação Estações Meteorológicas e Centro
de Monitoramento e Operações da SEMADC, de 31 de março de 2023. Diário Oficial de Macaé.Ed 702- Ano III,
Poder Executivo, Macaé, RJ, 11 abril.
MACAÉ. Plano de
Contingência pra Chuvas Intensas. Versão 01. Ano 2022. Disponível em: https://macae.rj.gov.br/defesacivil/conteudo/titulo/plano-de-contingencia-de-protecao-e-defesa-civil.
Acesso em 04 de Abr. de 2023.
MARCHEZINI. Victor. Sistemas
de alerta centrados nas pessoas: desafios para os cidadãos, cientistas e gestores públicos. R.
gest. sust. ambient., Florianópolis,. v. 7, n. esp p. 525-558, jun. 2018.
ISBN registration: 978-65-84976-41-2
Authors who made the article: Joseferson de Jesus
Florencio, Elson Antonio do Nascimento, Marcia Motta Velloso, Alexandre Luís
Belchior dos Santos, Rafael Jeremias Samuel and Moisés de Souza Setta
DOI: 10.56238/sevenIIImulti2023-201
Link of the publication:
https://homepublishing.com.br/index.php/cadernodeanais/article/view/645


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